De um tempo para cá foco na intencionalidade nos processos de consumo midiáticos.
Ler sem lembrar, tudo bem. Mas ler sem entender nada não faz sentido. Pular trechos, ou mesmo passar por páginas e páginas sem reflexão. Usualmente reflito em outros momentos sobre os textos que leio. Mas estar com um livro, gastando seu tempo em algo improdutivo não faz sentido. Não que tudo deva ser produtivo, mas ler sem pensar é como olhar sem ver, ao menos para mim não faz tanto sentido.
Com músicas estou tomando uma resolução similar. Ultimamente venho ouvido mais músicas em formatos de álbuns e menos em playlists e listas de músicas temáticas ou randômicas. Hoje ouço álbuns fechados, tento se possível acompanhar as letras e tentar compreender os significados. Escutar com cuidado permite realmente estudar as músicas e não só sentir a batida. Acredito que esta intencionalidade em pegar um disco e só ouvir ele, no máximo ir lendo as letras ao mesmo tempo é muito mais interessante que minha abordagem anterior que era só em deixar a música ao fundo.
Filmes e séries sei pouco, raramente vejo estas mídias, então ainda não experimentei esta abordagem cuidadosa no consumo destas mídias. O mesmo vale para animes e quadrinhos, que igualmente consumo pouco ainda.
Já para jogos, venho pegando jogos por curtos períodos, revisando, avaliando, e acima de tudo me divertindo no processo. Estar presente jogando é diferente de jogar automaticamente, como muitos fazem com CS, Fifa, LOL, Candy Crush, Fortnite, Minecraft... Vejo muitas pessoas jogando estes jogos de certa forma no modo automático, jogam sem pensar, simplesmente mimetizam padrões repetitivos.
E a intencionalidade se faz necessária cada vez mais. Claro que ser intencional não redime de desistências e abandonos... mas é um processo a ser aprendido. Vivi muito tempo fazendo tudo de forma rápida e descuidada. Acho que agora é hora de mudar, e estou fazendo isto aos poucos.
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